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sábado, 14 de novembro de 2009

A caminho

Foi divertido. Pensei que seria nesta hora que eu choraria, gritaria e me desesperaria por você, mas inesperadamente foi o momento em que minha mente pode finalmente ter um pouco de paz.

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No caminho, pensei no quanto fui burra em acreditar que você queria a minha atenção, que queria ser salvo por mim. Haha, que patético.

Patético também é eu querer me perder pelo mundo, quando nem consigo por o pé fora de casa. Eu não queria estar aqui. Eu não queria ter que ver isto, ter que conviver com isto.

Eu quero apagá-lo.

Mas ao mesmo tempo não quero isso. Quero apenas estar ao seu lado. Mas isso é por demais doloroso. E como eu sei que o fim está próximo, teimo em me humilhar, pois de certa forma não quero que o fim chegue.

E então, no meu choro você me diz palavras bonitas. Mas eu sei, eu sei que isto é apenas uma tática para eu parar de chorar. Pois você já disse que falar certas coisas é muito mais fácil. Queria que elas fossem verdade.

Pensar em você tem-me sido demasiado exaustivo. Meu coração parece não suportar as suas saídas e ausências. E se é para me machucar, farei isso até sangrar. Quem sabe alguma vez na vida algo que eu desejo se realize.

No metrô, meu coração palpitou. Pensei, pensei, vi o metrô chegando. Só um passo. O último passo.

Estou cansada.

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